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Alzira Souza (Mendi)
Ilha da Magia SC (beira mar).
No dia 11/08/57
Na minha infância correr na areia
Catar conchinhas era meu parque de diversão.
As ondas do mar foi meu balanço.
A areia fina da praia construía meus castelos.
Ali nasci, cresci e vivi todos os momentos bons da minha vida.
Viver longe do mar, seria como um peixe viver fora da água.
Hoje ele ainda me acalenta e me inspira para escrever
Pois só ele que comigo dividiu tanto tempo conhece meu coração.
Todos os meus segredos são lançados ao mar, ele guardará.
Pois seremos eternos companheiros
E nessa simplicidade em que vivo
Encontro mil razões para continuar vivendo pertinho do mar.
Gosto do sentimento de liberdade.
Apaixonada pela vida.
Não saberia viver sem a poesia.
Minha essência de vida.
Sou simpática com quem merece.
Acredito na amizade sincera.
Sei ouvir e calar.
Não gosto de injustiças.
Defendo meu espaço se preciso for.
Não sei se um defeito ou qualidade
Mas como toda leonina sou sincera demais
E por vezes acabo magoando com o excesso de sinceridade.
Amo família e amigos, mas acima de tudo minha vida só pertence a Deus.


Ser Poeta
Florbela Espanca
Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!
É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!
É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de ouro e de cetim...
É condensar o mundo num só grito!
E é amar-te, assim, perdidamente...
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!


Layout Exclusivo
para o
Almas Poéticas

Criação: Mendi

Cancelas do sentimento
Estamos em vésperas de anos que tem chegado com função atípica ao natural. O mundo em que vivemos está focado em procuras sem fim de companheirismo e solidão. Poucas vezes temos tempo para pensar em outras pessoas na importância delas em nossas vidas, e quando somos realmente importantes nas vidas delas.
A divisão de nosso tempo é localizada no egoísmo e na falta de sensibilidade que comunga de muitas maneiras com a insensatez e falta de equilíbrio. Dormimos em nossas certezas e voamos em páginas em branco de vidas vividas, como se isso fosse somente uma passagem sem valor, quando esquecemos totalmente das experiências que trouxeram amargura e dor.
Pedimos perdão sem razão e massacramos os infiéis as nossas idéias. Claro que nem sempre a sensibilidade se esvai em água pelo rio das horas, e com certeza lembramos invariavelmente de viver os momentos bons. Valorizamos amizade e carinho de quem nos interessa e de quem nem conhecemos, por que ainda sobra a claridade do ser humano.
Julgamentos são realizados constantemente em relação aos outros e nem nos incomodamos com o que podem ter sobre nós, pois estamos sentados em cima de nossas seguranças. Pobre daquele que em vida não conseguir o perdão de um ser maior e chegar à conclusão que nem sempre foi correto, por simplesmente ousar em sentir superioridade aos que o cercam. A maneira mais forte de enxergarmos o que está errado é quando alguém a quem amamos relata em gestos e atitudes de carinho mostrando que somos também amados. Perdoando sempre podemos sim deixar no vácuo o que formou a tristeza, mas também fortalece a alma. Numa ambigüidade sem extorsão, as palavras podem conter enfermidades do caráter,
mas podemos adquirir a cura apenas dizendo sem medo e vaidade, fazendo em luz o que a frase mais linda já dita quando tem o significado verdadeiro. Eu te amo.
Rogério Gomes

"Poeta convidado"
Rogério Gomes
(««ƒåñtå§må»» ô_ô filho da mãe®)
